A confusão é um sentimento predominante nesta altura.
Se me perguntarem como me sinto, devo dizer que é complicado responder. Talvez a resposta se encontre entre as palavras perdida e dúvida, mas a verdade é que tornar real este sentimento é uma acção pouco possível, pois este intermédio onde me encontro é desconhecido e incerto.
A sensação de perdida é estar num sítio onde os rostos não são os conhecias, onde os hábitos não são os mesmos, onde os pés não sabem onde vão assentar, onde os olhos estão vendados.
Dar por nós próprios num ambiente que não faz parte da rotina, é a entrada num ciclo novo.
É neste novo início que as sensações têm um maior impacto em nós, o choque de realidades causa em nós a tal confusão a que me tento referir. Relembro de uma situação em particular que ocorreu no Jardim Botânico, quando olhava para uma casa destruída, reparei numa janela partida. Teve um maior efeito do que o esperado, uma janela composta por quatro pequenos vidros partidos, onde por eles passava uma aragem, à qual associei à novidade. Não sei ao certo porque é que se destacou tanto esta imagem que ficou na minha cabeça, mas por tudo o que disse anteriormente nestas alturas de dúvidas e que nos sentimos fora de conforto, que os mais pequenos detalhes têm maior impacto com significados mais diversos possíveis.
Assim, continuando nesta incerteza toda, acho que os mais correto é mesmo caminhar em frente, mesmo sem conseguir prever o que se aproxima, explorando ao máximo o meu “eu” de modo a criar novas perspectivas.